Conheça o Barra da Tijuca
Conhecida como Região dos Sete Engenhos, a Região Administrativa da Barra da Tijuca hoje tem poucos marcos históricos. O mais importante é a Igreja de N. Sra. do Mont Serrat, construída pelos beneditinos por volta de 1766, no bairro de Vargem Pequena. Uma característica interessante da área são os nomes das localidades, que se mantiveram desde o período colonial: Camorim, Vargem Grande, Vargem Pequena e Recreio dos Bandeirantes. O processo de ocupação da Barra da Tijuca foi induzido pela construção de estradas de rodagem, ao contrário dos bondes e trens que promoveram a urbanização nas regiões mais antigas da cidade.
Muito antes que a região se adensava, já tinham sido abertas as estradas dos Bandeirantes, do Joá, de Furnas, das Canoas, da Gávea, entre outras, que começaram a surgir ainda no século XIX, para atender a localidades distantes e de difícil acesso. Até as primeiras décadas do século XX, os movimentos de ocupação se mostraram inconsistentes, pontuando apenas pequenas casas de veraneio no distante Recreio dos Bandeirantes e um processo de urbanização junto às principais vias de acesso, como a Avenida Niemeyer (1920) e a estrada de Furnas, que se juntavam para alcançar a Barra da Tijuca, contornando a Pedra da Gávea.
Em 1939, foi construída uma ponte sobre a Lagoa da Tijuca, obra executada por particulares para atender aos loteamentos Jardim Oceânico e Tijucamar e - no outro extremo - ao loteamento de duas grandes glebas no Recreio dos Bandeirantes, que pertencia ao inglês Joseph W. Finch. Historicamente, a Barra da Tijuca sempre esteve ligada aos moradores da Zona Norte e da Tijuca, que eram atraídos pelas águas límpidas de suas praias oceânicas pouco frequentadas, ao invés das praias mais urbanas e também distantes da Zona Sul. Até 1960, quase todas as melhorias executadas para a região atendiam apenas ao escoamento da produção rural ainda existente e ao lazer da população.

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